29/09/2008

Não deixe o copo cair




Já se foram, fazem algum tempo, meus tempos de faculdade. As aulas no início eram um mero detalhe, apenas mais um motivo para encontrar os amigos e fazer mais um monte de outros amigos.

Eram festas, partidas de futebol, churrascos, "junções", qualquer coisa servia para reunir o pessoal para jogar conversa fora, falar bobagem, ouvir música e beber algo que nos tirasse um pouco da seriedade de acadêmicos que éramos.

Ah... os tragos... me lembro de alguns, outros não gosto de lembrar... e outros não lembro, mas me contaram... mas se não lembro é porque não fui eu e nem estava lá!!!

Sei que deles resultavam seríssimas decisões, medidas, fatos e filosofias. Afinal, nada mais filosófico que um borracho... imagina então vários borrachos juntos?! Íamos conquistar o mundo.

Até banda surgiu dessas filosofadas. Aliás, várias bandas, como a graaande Samambaia Flutuante, que já não existe mais, assim como outras bandas. Mas as músicas estão aí até hoje. Cada música surgia de momentos inesperados, dentro do carro, no shopping, na aula... mas as melhores surgiam durante as filosofadas dos tragos. Isso sem contar o sem-número de versões que surgiam.

Eram coisas que só nós achávamos engraçadas, deve ser por isso que até hoje lembro com saudade desses tempos.

Como diz uma amiga, a vida de adulto é difícil! É... mas uma hora chega, tudo tem seu ciclo. E o meu ciclo acadêmico borracho eu aproveitei... e ainda por cima me profisionalizei.

Maravilha Albertooo!!!

Pra relembrar esses tempos vai um vídeo de uma banda de uns amigos meus dessa época, Outhouse Birinight Band, que comemorou 5 anos semana passada!
Parabéns!


Ah, se beber não dirija! ;)

20/09/2008

Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra



Esta semana foi repleta de comemorações no Rio Grande do Sul, festejava-se a Revolução Farroupilha, data muito comemorada pelo povo gaúcho por motivos históricos. Apesar de que muito da história dessa comemoração não seja motivo de comemoração alguma. Mas escrevo este post para falar de algo que esta data me faz lembrar.

Na bela letra do hino do Rio Grande do Sul há uma parte que entoa o que reproduzi no título : “Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra!” Esta frase me lembra, de modo imediato, o tricolor dos pampas, Grêmio de Football Porto-Alegrense. Clube de grandes glórias e conquistas no futebol gaúcho, brasileiro e mundial.

Essas glórias e conquistas, e até mesmo algumas derrotas (por que não?!) ocorreram e seguem ocorrendo de maneira heróica, ficando marcadas na mente de gremistas e na de não-gremistas (eu, por exemplo).

As façanhas gremistas acabam por servir de modelo a todos que desejam uma conquista, por mais impossível e inacreditável que pareçam, não se pode deixar de acreditar e, muitos menos, parar de lutar.

Só pra constar, vejam alguns exemplos das façanhas tricolores.

São Paulo 0 x 1 Grêmio – Final do Campeonato Brasileiro de 1981


O tricolor de Porto Alegre supera o tricolor paulista, considerado o grande favorito, vencendo de maneira inquestionável em pleno Morumbi com um golaço de Baltazar.

Grêmio 2 x 1 Peñarol – Final da libertadores

Tratado com desdém pelo adversário e pela mídia sul-americana e mesmo a nacional, o Grêmio superou toda e qualquer desconfiança que pudesse existir, superou a violência uruguaia aliando raça e técnica e, principalmente, jamais deixou de acreditar que conquistaria a América pela primeira vez.

Grêmio 2 x 1 Hamburgo – Final do Mundial Interclubes

Mais uma vez o Grêmio é esnobado pelo rival, une todas as suas forças e vence a partida jogando com muita gana, tornando-se campeão mundial.

Grêmio 5 x 0 Palmeiras - Quartas-de-final da Libertadores de 1995

O grande Palmeiras, considerado uma máquina de jogar futebol, treinado por Wanderley Luxemburgo, era favoritíssimo para conquistar a Libertadores daquele ano. Porém, cruzou com Grêmio no meio do caminho. O tricolor possuía jogadores medianos como Jardel, Paulo Nunes, Adílson, Dinho, Arílson, Carlos Miguel, entre outros, mas que nas mãos de Luis Felipe Scolari, se tornou um dos melhores de toda a história.

Grêmio 2 x 0 Portuguesa – Final do Campeonato Brasileiro de 1996

O Grêmio havia perdido o primeiro jogo em São Paulo por 2x0. Tinha toda torcida paulista e dos grandes meios de comunicação contra ele, pois a Portuguesa era o time queridinho do momento. Mas não teve jeito. Um gol salvador, quase no fim do jogo, do menosprezado Aílton deu o título ao tricolor gaúcho.

Náutico 0 x 1 Grêmio

Bom, esse é inacreditável mesmo. Último jogo da última fase da segunda divisão do campeonato brasileiro de 2005, para definir quem retornaria para a 1ª divisão. O empate classificaria o Grêmio. Quase no fim do jogo o juiz marca um pênalti inexistente contra o Grêmio. Neste momento, o tricolor que já tinha 3 jogadores expulsos, acreditava-se que estava tudo perdido, o pênalti seria cobrado, convertido, enrolava-se até o fim do jogo e deu, vitória do Náutico. Mas... não era qualquer time, era o Grêmio, de jogadores de mediano pra baixo, mas com raça, gana, acreditando até o fim e, acima de tudo, com muita vontade de vencer. Aí ocorreu o inacreditável! Nem sei como contar, vejam o vídeo para recordarem.

Grêmio 0 x 2 Boca Juniors – Final da Libertadores 2007

O Grêmio possuía um time limitado, mas superou grandes adversários, principalmente os próprios brasileiros (São Paulo e Santos) para chegar até esta grande final. O Boca era um time de grande qualidade, muito superior ao Grêmio. Mesmo assim o tricolor não deixou de acreditar. Muito menos a sua torcida. O título não veio, mas a torcida e o time andaram juntos o tempo todo. Muito bonito de se ver.

Apenas um lembrete, sou flamenguista.



01/09/2008

Povo Marcado, Povo Feliz!!



Falei que não ia falar das eleições municipais brasileiras... mas eu não resisto. Porém, não se preocupem, serei bem suscinto.

É impressionante o que acontece nessa época. Aparecem os mesmos "fantasmas" que costumam aparecer de quatro em quatro anos, falando as mesmas palavras ditas há quatro anos. Mesmas promessas, mesmos gestos.

É um tal de comer comida em boteco, carregar no colo bebê "ranhento", dar aqueeele abraço no iluestre desconhecido que, no momento, se torna amigo de infância do candidato e que por isso terá todas as suas reivindicações atendidas.

Sem contar aquela grande massa desempregada, o famoso exército de reserva, que passou à míngua esses quatro últimos anos, sem conseguir nenhuma forma de trabalho que lhe rendesse um mínimo de renda, que agora se vê "milagrosamente" empregada, fazendo e participando de campanhas eleitorais. E com promessas de estarem empregadas, com bons salários e boas condições de trabalho, após o término das eleições. Desde que seu candidato/patrão tenha sido eleito.

E assim vive a democracia brasileira. Políticos que se aproveitam da imensa massa de manobra existente no nosso país, eleitores que por falta de consicência política e por necessidade financeira continuam participando do circo eleitoral que se arma a cada quatro anos.

Depois das eleições esquece-se em quem votou, esquece-se as promessas. A vida volta ao normal. A massa, já devidamente utilizada, cuspida e escarrada, volta ao seu lugar, sem o emprego prometido e sem nenhuma mudança na sua vida.

Uma nova esperança só daqui a quatro anos. Novas eleições e os mesmos candidatos, as mesmas promessas e as mesmas artimanhas para se elegerem.

E a massa? Ah, a massa volta a acreditar nesses mesmos candidatos, participar de suas campanhas e a votar neles.

Afinal, é como se diz por aí: "O brasileiro não desiste nunca!"

Deve ser por isso que acreditamos que nossos mesmos políticos de sempre podem ter mudado e por isso merecem mais uma chance.

É...eles também são brasileiros e também não desistem nunca!!!

Imagem: Voto Zero
Título: Admirável Gado Novo - Zé Ramalho