14/04/2008

Malvadezas 2











http://www.malvados.com.br/

10/04/2008

Que desenvolvimento?

É do conhecimento de todos que o Brasil está se tornando líder mundial em biocombustíveis. Bom, não!?

Nem tanto. Se levarmos em consideração que as áreas destinadas às plantações que fornecerão as matérias-primas para os combustíveis ocuparão áreas ocupadas por plantações de alimentos, convenhamos que não é uma grande troca. Eu não sou movido à álcool ou biodiesel. Alguém é?

Não é só isso!
O que sobrará da Amazônia se hoje, sem um consumo tão grande biocombustíveis em nível global, as plantações de soja estão literalmente violentado a floresta de forma irreversível? Imaginemos mais soja ainda e cana-de-açúcar...

E não é só isso!
Os alimentos já estão registrando altas consideráveis no "mercado global". Será que não são fatos com estreitos laços?

Será que esse é o resultado do tal "agrobusiness"? É isso o tal desenvolvimento?

Então quer dizer que o que existe de mais moderno no mundo hoje é fazer as pessoas morrer de fome para sustentar mordomias automobilísticas de poucos? É isso a consciência ambiental? Isso se chama preservação do planeta?

Será que os "magos" da economia pedirão socorro aos poderosos Bancos Centrais para salvar africanos, latinos e asiáticos que irão sofrer mais ainda do que já sofrem com a falta de comida e o seu encarecimento, assim como fizeram há poucos dias para salvar o "mercado"?

Leia o editorial do New York Times sobre o assunto. Você não verá tais questionamentos nos jornais brasileiros. Aqui, comemora-se o "desenvolvimento".

07/04/2008

Até Quando?!



Atualmente, o mundo do trabalho apresenta diversas facetas e símbolos, todos voltados para a lucratividade instantânea e o custo cada vez mais reduzido.

Para isso, senhores empresários utilizam de um exército que está de prontidão sempre que necessitam. Quando não precisam mais, são dispensados. Quando algum participante desse exército está insatisfeito, não há mistério, ocorre substituição imediata por... outro participante do exército.

Esse exército é a imensa força de trabalho disponível no Brasil. Aliás, no Brasil, na Índia, na Argentina, na África do Sul, no México, etc. Essa vasta gama de trabalhadores, desempregados e informalizados, constitui o motor da geração de renda da elite, detentores dos meios de produção e do capital.

Estão sempre à disposição para serem utilizados para aumentar o lucro. E sempre alertas, pois a qualquer momento sabem que não serão mais úteis, devido à medidas de "contenção de despesas" ou, sejamos mais claros, para que seus digníssimos patrões não tenham reduzidas a suas taxas de lucro e mantenham o seu padrão "sofrível" de vida.

Para manter seu emprego, por mais miserável que seja, esses trabalhadores se sujeitam a condições de trabalho nas quais estão ausentes qualquer preocupação social ou com o direitos humanos.

Muitos recebem seus honorários por horas trabalhadas, de 1,50 a 3,70 por hora, por exemplo, como ocorre em muitas das indústrias calçadistas no Vale dos Sinos (RS). Esses trabalhadores se vêem frente à uma difícil escolha: trabalhar mais e mais horas para receber mais (e viver menos)? Ou seguir seus estudos para poder ter outras opções profissionais, visto que muitos não conseguem manter o ritmo de estudo escolar porque precisam, justamente, conseguir um emprego para se sustentar a si mesmo e sua família?

A maioria opta por trabalhar, trabalhar e trabalhar.

Viver?
Quem sabe no dia em que seus patrões estiverem, enfim, satisfeitos com o lucro gerado por aquelas mãos que moram em habitações precárias, por aquelas mãos que não possuem tempo pra almoçar decentemente, muito menos tempo para a família ou amigos e menos ainda para o lazer.

Apesar de que no pensamento brasileiro prevalece a cultura de que para ser digno a pessoa deve conseguir um"serviço", um trabalho, um emprego, penso eu que todo trabalho (ou quase todo), na forma como se apresenta hoje, é escravizador.

Você trabalha para viver ou vive para trabalhar?
Seja qual for a resposta, devemos começar a pensar que há alguma coisa errada, não acham?!


Imagem retirada do site da SINDJUF-PA/AP
(Título: Até Quando - Gabriel, o Pensador)


02/04/2008

Sob a luz do Farol

Os iluminados governos de Rio Grande do Sul e de São Paulo não cessam de mostrar à sociedade suas peripécias: aqui, sob o lema do "novo jeito de governar"; lá, sob uma tal "agenda positiva", que ninguém sabe o que é e o que significa, mas que está sendo empurrada goela abaixo dos brasileiros. Se passar do esôfago, em 2010 saberemos.

E lá do alto, iluminando os caminhos dos bons homens (e mulheres), está o Farol. O Farol de Alexandria* (aquele que lança sua luz sobre as trevas da antigüidade, o Príncipe dos Sociólogos**). Quer dizer, o Rio Grande do Sul, hoje, é tocado por uma luz quase divina (e que banha São Paulo há dezesseis anos). Seguramente vem daí a inspiração do governo em promover um confronto entre Professores Estaduais e Polícia Militar (Brigada, para os gaúchos); Mário Covas, neste quesito foi pioneiro, por São Paulo.

Nossos governantes de bem se empenham, tentam fazer o melhor que podem:
Aqui, tentam esconder os estreitos laços que os ligam aos sabotadores do Detran. Mesmo se um dos presos tiver sido tesoureiro de campanha da atual iluminada, Yeda (clique aqui e aprecie);
Lá, a mesma empreiteira que abriu uma cratera no metrô da cidade de São Paulo, que engoliu consigo algumas vidas, acaba de derrubar um viaduto em construção. E esta empreiteira, pasmem, é de um dos empresários que está quase colocando a mão na mega-empresa que está por surgir da fusão de Brasil Telecom e Oi. E fará isso sem colocar um miserável tostão do próprio bolso (clique aqui e não se assuste!). Será que é isso a tal "agenda positiva"? É isso que nos espera?

Enquanto isso no país das maravilhas (não o da Alice, o da mídia), dá-lhe dossiê falso (clique aqui e depois, clique aqui, mas mantenha a calma!)...

*/** São a mesma coisa. É tão magnífica que merece mais de uma designação. A primeira é de autoria de Paulo Henrique Amorim, a segunda, de Mino Carta.

01/04/2008

Dia 1º de abril, o dia da Mentira

"Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez (editorial publicado em O Globo, em 02 de abril de 1964)."

Permito-me fazer alguns questionamentos:

O que houve com o Brasil? As soluções adotadas foram suficientes, foram corretas?
Os "negócios públicos" foram bem geridos?
E o tal "desenvolvimento", o que houve com ele? Faltou competência para os seus gestores ou o modelo, comprado do Tio Sam (e caro, muito caro), não serviu (e não servirá) para o Brasil? "Desenvolver" é sinônimo de destruir o Planeta?
Que tipo de desenvolvimento foi esse? Entulhar pessoas nas cidades? Para que?
Esse desenvolvimento foi, e é, só acumular capital? Não inclui as pessoas?
O que são as pessoas? Mecanismo para a acumulação de riquezas, ou são seres dotados de corpo, alma, coração, vontade e anseios próprios?

A tal "revolução" tão comemorada por setores da sociedade (e que não foram embora, permanecem aí até hoje), não passa de uma reação golpista, uma farsa. Aqueles que a planejaram, executaram e apoiaram, hoje tem a cara-de-pau de chamar o período de "anos-de-chumbo". São pessoas e empresas que construíram sua vida (e seu império) com mentira, sangue e capital estrangeiro. A "nossa" dívida externa, nada mais é que uma dívida de algo que não nos pertence; de um dinheiro que jamais vimos ou veremos a cor. Mas somos obrigados a pagar.
Esse foi o seu legado.

Como bem mostra a propaganda de O Globo, a tal "revolução" de 1964 foi uma autêntica "Revolução Tabajara".