Você faz o que quer? Ou melhor, você acredita que realmente faz o que quer?
Faz um tempo que tenho divagado sobre essas coisas, sobre a nossa liberdade, nossa real liberdade. Será que somos livres nas nossas escolhas e atitudes?
O chamado "livre arbítrio" do ser humano torna-se cada vez mais fictício, ao menos na minha concepção. Quando afirmamos que fazemos o que queremos estamos ignorando que nossas escolhas estão carregadas de valores e sentimentos herdados através das relações sociais.
Sofremos influências de familiares, de instituições de ensino, de grupos religiosos, de amigos, dos meios de comunicação e de mais um caminhão lotado de elementos influenciáveis na nossa vida.
A influência de cada um desses elementos varia conforme a importância que damos a eles nas nossas vidas. Digo isso porque, muitas vezes em nossas vidas, tomamos decisões que na verdade não queríamos ter tomado, mas que optamos por essas por necessidade ou comodidade.
Isso vai desde a nossa relação com o consumo, quando somos "orientados" a possuir qualquer coisa que seja, cria-se a necessidade para que não possamos mais viver sem satisfazê-la.
Passa também por filosofias de vida, quando não elaboramos idéias próprias, não realizamos crítica nenhuma (crítica no sentido de possuir posicionamento pelo que quer que seja), apenas nos deixamos influenciar pelas idéias alheias, por determinados status impostos ou pré-estabelecidos, evitando pensar se é realmente nisso que acreditamos e se é isso que estamos com vontade fazer, dizer, agir, etc, deixando apenas a onda nos levar.
Esse comodismo pode chegar também nas mais íntimas relações humanas, tanto de amizade quanto de relacionamentos amorosos. Evita-se falar o que pensa para não correr o risco de enfraquecer uma "amizade" ou um relacionamento, sendo que a sinceridade só demonstra a verdade dos atos e pensamentos e, logo, a transparência da relação, independente do tipo.
Pergunte-se sempre se você faz o que quer, se você faz o que acredita ser certo, o que acredita ser justo, o que acredita ser verdadeiro.
Tente cortar aos poucos as invisíveis cordas de marionetes existentes em todos nós. Desde já aviso-lhes que é difícil e... ops... estão puxando as minhas cordas!! Fui!!
(Título: Será que é isso que eu necessito - Titãs)
Imagem: www.overmundo.com.br


3 comentários:
Foi como vc disse kra...
Esse negócio de livre-arbítrio, eh meio imaginação, pq na verdade tudo eh direcionado a um ponto de interesse alheio!
Abraços
Creio sim que somos livres para fazermos o que quisermos. Porém, muitas pessoas confundem liberdade com vandalismo, preconceito e crime. Não devemos ser moralistas, todavia, devemos entender que há coisas que não deve ser praticada, mesmo havendo o livre-arbítrio. Há uma questão que achei muito interessante no seu texto, é que somos muitas vezes influenciados pela sociedade (mais ou menos isso). Essa é uma questão tão sociológica quanto antropológica, pois se vivessemos em uma aldeia que praticam antropofagia, com certeza seriamos antropófagos também. É tudo uma questão de costumes.
Já na questão da liberdade de expressão, acho que o Brasil está bem avançado. Todos possuem o direito de dizer tudo o que quer. Isso pode ser um ponto negativo, pois em uma sociedade pouco instruída nem todas as opiniões são fundamentadas e a liberdade acaba se revertendo em baixaria. A liberdade de expressão não é dizer tudo o que quer e na hora que quiser, e sim dizer o que necessita ser dito e na hora necessária.
Muito bom o seu blog!
Liberdade. Pessoas que estufam o peito ao dizer que são livres e fazem o que querem são as mais suscetíveis.
Manipulação. Sempre somos bombardeados por propagandas, programas de TV, lavagem cerebral. Nosso ensino nos transforma em humanos pré-moldados e pré-cientes de retrógrados conceitos. Isso é liberdade?
Obs: Ah, e excelente blog! Já vou colocá-lo no meu cantinho de Bons Blogs :)
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